Monthly Archives: Outubro 2009

Balanço Bienal 2009

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Apesar da crise instalada no país, da curta duração desta exposição (que esteve aberta um pouco mais do que duas semanas) e da sua localização, o balanço final foi positivo com cerca de dois mil visitantes. O que não é de admirar devido ao grande salto qualitativo e da diversidade estética das obras presentes nesta exposição.
Esta iniciativa contou com diversas visitas de estudo de escolas de diferentes partes do concelho, contribuindo deste modo para a formação de futuros públicos. Além disso, contou ainda com uma grande variedade de actividades paralelas, como o ciclo Artes Plásticas e Outras Artes, aberto ao público em geral, que dentro daquilo que se tinha em mente foi bem sucedido. Deste modo, alcançámos mais uma vez um dos objectivos fulcrais da bienal – o seu carácter didáctico, e começámos a atingir uma maior abertura cultural e artística em Coruche. A acrescentar a este panorama tivemos pela primeira vez o Projecto Jovens Artistas, que obteve uma boa resposta e aderência, com a organização de um debate com jovens artistas – o 1.º Encontro de Jovens Artistas, e ao reclamar um espaço para as outras artes, através da exposição de fotografia Take-Away Roots de Sofia Silva.

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Action, Painting and Playing

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Happening: Action, Painting and Playing

Música/Pintura, 17 de Outubro, 21h30, Salão Alcorucen

 

Dois músicos

Uma artista plástica

Uma tela 

Sombra chinesa

 

Pintura/música improvisada

 

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Simbiose entre pintura e música, sempre com uma base de improvisação muito forte, ou não fosse o jazz o improviso por excelência. Desta feita há, no entanto, um elemento novo: a componente cénica – mímica e luz, considerada fundamental na “composição” deste concerto.
Este happening, no sentido conceptual da palavra, é um momento artístico efémero, improvisado que os artistas pretendem partilhar com o público, em que poderemos assistir, “ao vivo e a cores”, ao processo artístico desde o início até ao fim. Ou seja, desde o momento em que o artista se encontra face a uma tela branca, a uma pauta de música ou a uma cena, até ao momento em que aquilo que foi criado passa a “ser” do público.
Se na primeira parte o espectador vive uma experiência sensitiva na “Arte Global” numa estética baseada no “Work in Progress”, na segunda parte deste espectáculo é o jazz que o convida para embarcar na sonoridade contemporânea dos Politonia.

Ficha artística:
São Nunes – Artista Plástica
Zé Soares – Guitarra/Composição
Mário Franco – Contrabaixo

 

Entrada livre.

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Arte, Literatura e Ciência

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PA145072 João Lobo Antunes, Carlos Janeiro e Graça Capinha

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Ciclo de Conferências: Arte, Literatura e Ciência

Conferência, 14 de Outubro, 21h30, Auditório José Labaredas (Museu Municipal de Coruche)

  

Convidados: Dra. Graça Capinha
                       Dr. João Lobo Antunes   

 

Moderador: Carlos Janeiro, Comissário da Bienal

 

  • A Medicina na Arte, por João Lobo Antunes

Será discutida a representação artística da medicina, dando especial destaque aos médicos, doentes, cirurgia, patologias, entre outras.” 

  

JOÃO LOBO ANTUNES licenciou-se em medicina na Universidade de Lisboa em 1967. Entre 1971 e 1984 trabalhou em Nova Iorque na Universidade de Columbia. É desde 1984 professor Catedrático de Neurocirurgia da Faculdade de Medicina de Lisboa. Autor de numerosos artigos científicos e editor de vários livros na área das Neurociências, desempenha presentemente as funções de Presidente do Instituto de Medicina Molecular. Publicou três livros de ensaios, Um Modo de Ser (1996), Numa Cidade Feliz (1999) e Memória de Nova Iorque e Outros Ensaios (2002), todos editados pela Gradiva. Em 1996 foi-lhe atribuído o Prémio Pessoa. Igualmente publicou um artigo de opinião intitulado A Arte e o Cérebro na revista Território Artes em 2009.

 

  • Trompe d’oeil ou trompe d’esprit: Poética, Conhecimento e Cidadania, por Graça Capinha

Alguns poetas norte-americanos, resistindo ao emergir do imperialismo norte-americano na década de 50 – um imperialismo sustentado pelo poder científico e tecnológico ao serviço do poder instituído – e sentindo-se herdeiros da tradição modernista, recuperam o ideal democrático de Whitman e vêm propor a imitação da pintura que, em seu entender, desenvolvera técnicas muito mais avançadas que as da literatura para expressar o mundo moderno. O que está em causa, como dizia Picasso, não era o trompe d’oeil, mas o trompe d’esprit. Vêm, assim, propor uma nova/velha forma de conhecimento que só poderá expressar-se numa linguagem aberta, numa poética entendida como prática de cidadania – em processo (de criação e/ou de conhecimento).”

 

GRAÇA CAPINHA é professora auxiliar na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e investigadora do Centro de Estudos Sociais. Foi directora do Instituto de Estudos Anglo-Americanos entre 2006 e 2008 e membro da Comissão Coordenadora do Conselho Científico da FLUC entre 2004 e 2008. Tem leccionado várias cadeiras, cursos e seminários no domínio da literatura anglo-americana, poética e poesia contemporâneas e escrita criativa. Entre 1991 e 1999 foi aluna, fellow e researcher in residence do Poetics Program, na State University of New York (SUNY at Buffalo, EUA). De 2001 a 2002 foi membro da equipa do projecto “Iniciação às Artes para Crianças”, no âmbito do Centro para o Estudo das Artes de Belgais, dirigido pela pianista Maria João Pires, tendo coordenado uma “Oficina de Poesia para Crianças”, com a colaboração de alunos do Curso Livre “Oficina de Poesia” da Universidade de Coimbra, de professores da escola experimental “A Torre” de Lisboa e de artistas de diferentes áreas e nacionalidades. Em 2003 doutorou-se com a tese O Acto e o Arco em Robert Duncan: Primeiras Passagens para uma Re-Escrita da Paixão. Introduziu a área da escrita criativa na FLUC em 1997 e, em 2005, foi a principal responsável pelo primeiro programa de doutoramento transdisicplinar e inter-faculdades (FLUC/FEUC/CES), “Linguagens, Identidade e Mundialização”. Co-organizadora dos “Encontros Internacionais de Poetas” da UC, foi também a principal responsável pela criação do “Programa de Poetas em Residência” da FLUC. Dirige a Oficina de Poesia. Revista da Palavra e da Imagem. Actualmente é coordenadora do Projecto Colectivo “Novas Poéticas de Resistência: O Século XXI em Portugal”, um projecto que envolve cerca de 20 investigadores, financiado pela FCT e acolhido pelo Centro de Estudos Sociais.

 

Entrada livre.

 

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Pintura Habitada

PA104844A realizadora – Joana Ascensão

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Pintura Habitada, de Joana Ascensão

Documentário, 10 de Outubro, 15h00, Auditório José Labaredas

 

Habitada
DocLisboa 2006 – Grande Prémio Tóbis para o
Melhor Documentário Português de Longa-Metragem

Sinopse: Documentário sobre o trabalho de Helena Almeida, artista plástica que, desde o final dos anos 60, tem desenvolvido uma obra na qual explora os limites dos diferentes meios que utiliza, sejam eles a pintura, o desenho, a fotografia ou o vídeo. O filme centra-se nas várias fases e elementos envolvidos no elaborado processo criativo através do qual Helena Almeida constrói as suas obras, colocando em cena o próprio corpo.

[52’, Portugal, 2006, M/6]

Apresentação do filme pela realizadora, seguindo-se um pequeno debate com a mesma após a projecção do filme.

Entrada livre.

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Debaixo da Mesa

PA104826Joana Grupo de Teatro

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Debaixo da Mesa, por Joana Grupo de Teatro

Teatro, 10 de Outubro de 2009, 12h00, Rua de Santarém
Partida do Salão Alcorucen

 debaixo da mesa

Espectáculo de teatro de rua, livremente inspirado em personagens e
histórias da pintura de Paula Rego.

Um coelho grávido, um galo, uma macaca enfant-terrible, uma hipopótama apaixonada por um pincel sujo de azul. Um cão que é cão mas que também é gente, e que de vez em quando é só um brinquedo. Ora se é bicho que parece gente, ora se é gente que parece bicho. Comportamentos animais e temperamentos humanos. O que há de humano nos animais e de animal nos humanos. No centro de tudo, uma mesa que tem tudo ou quase tudo que faz falta aos bichos e às gentes. Ora bichos ora gentes, ora gentes ora bichos. As suas histórias, partidas, maldades e segredos.
Criação que evidencia uma visão caleidoscópica do mundo, plasmada numa teatralidade que permite a simultaneidade de acontecimentos, e uma narrativa fragmentada no tempo e no espaço. Espectáculo plástico e físico, que pretende quebrar o real, desorientar os sentidos e subverter as aparências, expresso na gestualidade e acções das personagens. Desenhado na largueza da rua, pensado visualmente com a largueza do traço cénico.

Espectáculo de teatro de rua em espaço fixo, antecedido por um percurso.

Público alvo: todas as faixas etárias

Ficha técnica e artística:
Concepção: Ana Mourato e Suzete Bragança Encenação: Suzete Bragança  Assistente de encenação: Hugo Gama  Elenco: Ana Mourato, Fernando Mariano, Helena Ávila, Hugo Gama  Cenografia/Espaço cénico: Rui Francisco Figurinos e máscaras: Inês de Carvalho Movimento: Maria João Pereira Adereços e assistente de cenografia: Rita Cardoso Pires Sonoplastia e operador de som: Miguel Machado Designer de comunicação: Rita Medeiros Carpintaria: Miguel Soares e Filipe Rodrigues Direcção de produção: Ana Mourato Produção: Joana Vilela

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Estrela Solitária, de Wim Wenders

Cinema, 4 de Outubro, 15h00, Auditório José Labaredas (Museu Municipal de Coruche)

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Nomeado para a Selecção Oficial em Competição no
Festival de Cannes de 2005. 

Sinopse: Howard já teve dias melhores. Quando era novo, tornou-se numa estrela de cinema, especialmente em westerns. Com 60 anos, Howard recorre a drogas, álcool e jovens raparigas para fugir à dolorosa situação de já só haver papéis secundários para ele interpretar. Depois de mais uma noite de excessos na sua caravana, Howard acorda com o desgosto de estar vivo, mas sem ninguém que sentisse a sua falta caso estivesse morto. Nessa manhã, Howard veste-se a rigor e monta o cavalo do filme que está a rodar, mas não irá às filmagens. Howard foge… do filme e da vida.

Título original: Don’t Come Knocking
Com: Sam Shepard, Jessica Lange, Tim Roth, Sarah Polley, Fairuza Balk, Marley Shelton
Argumento: Sam Shepard
Género: Drama 

[122’, França, Alemanha, EUA, 2005, M/12]

Legendado em português.

Apresentação do filme pelo Comissário da Bienal de Coruche.

Entrada livre.

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Premiados

Grande Prémio Bienal de Coruche – Blue and white, de Gil Maia

Menções Honrosas:
Abrigo-me #7, de André Filipe Matias Banha
Not in my house #2, de José Fonte
Paisagem 01, de Kasia Gubernat

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Inauguração

Inaugura hoje pelas 18 horas no Salão Alcorucen a exposição das obras seleccionadas a concurso da IV edição da Bienal de Coruche .  

A exposição pode ser visitada no seguinte horário:
Sábado 11.00–22.00
Domingo e Feriado 11.00–20.00
Terça a Quinta 13.00–20.00
Sexta 13.00–22.00
Fechada ao público 12 de Outubro (Segunda)

Entrada livre

A exposição vai estar patente até 18 de Outubro.

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