Envolvências Locais

 

 

EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIAS

olhar, ver e reparar no rio sorraia

À semelhança da edição de 2015 da Bienal de Artes Plásticas / Percursos com Arte – Envolvências Locais preparámos uma exposição de fotografias, considerando o interesse local por esta forma de expressão artística. Hoje a fotografia é mais acessível e popular face às várias alterações de paradigma neste âmbito, nomeadamente os aparelhos fotográficos e programas de edição de imagem. Estão expostas fotografias de 35 autores, sob o tema “Olhar, ver e reparar no rio Sorraia”, título por analogia com a frase de José Saramago “Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara”

Autores:

Ana Marques                                                       João Pacheco Mendes

Carlos Silva                                                            José Cordeiro

Catarina Neves                                                            José Fatela

Clarisse Henriques                                                 José João Ferreira

Daniel Freixo                                              Luís Bernardes de Oliveira

David Costa                                                    Luísa Pessanha Barbosa

Ernesto dos Santos                                                       Magriço Lobo

Fernando Caçador                                                         Mário Santos

Francisco Potier Dias                                             Natalina Asseiceira

Francisco Ruivo                                                            Nuno Capaz

Gonçalo Potier Dias                                                       Paulo Bento

Hélder Roque                                                            Paulo Marques

Hugo Lourenço                                                           Pedro Ribeiro

João Barnabé                                                          Rosário Freitas

João Costa Pereira                                                        Rute Santos

João Dinis                                                             Sérgio Germino

João Mesquita                                                            Tânia Prates

                                                                   Vasco Pitschieller

INSTALAÇÕES INDIVIDUAIS

SCALA COELI | CARPE DIEM

HELENA DIOGO

A intervenção está dividida em dois momentos, colocados em estruturas distintas, que fazem parte de uma zona de jardim ribeirinho. Sendo de exterior e efémera, os materiais escolhidos para a sua composição foram pensados de forma a resistirem ao clima e serem de baixo custo. A opção foi o plástico e a rede/malha de suporte.Esta intervenção, assim como todas as de Arte Urbana, tem o intuito de provocaruma mudança no local, mas ao mesmo tempo tirar partido do cenário já existente, integrando-se nele. Surge assim Scala Coeli e Carpe Diem. O seu significado não vai aqui ser explicado, porque qualquer manifestação artística vai ter sempre diferentes leituras, dependendo dos preceitos culturais e sociais de quem a observa. O grande propósito é, então, o de provocar uma boa experiência, deixando que cada um veja, sinta, interaja e faça parte da própria obra. Só assim esta ficará completa e terá alcançado o seu objetivo.

 

A BRANDA

JOANA FERNANDES

Mulher de família, Mãe abençoada; Mulher trabalhadora, do nascer ao pôr-do-sol; Mulher bonita; Mulher casada e caseira; Mulher solteira, Mulher amada; Mulher nos bailaricos, com as amigas; Mulher costureira, dos petiscos e das cantigas; Mulher festeira. Uma almofada com origem no interior das casas típicas Coruchenses sai à rua para homenagear a Mulher Ribatejana. A peça é uma réplica, em ponto grande, das almofadas típicas feitas a partir de retalhos de tecidos variados, reaproveitando-os. Traz o conforto caseiro à rua, crescendo da escala da mão até à escala urbana e foi idealizada para ser protagonista de instantes de repouso e contemplação para as pessoas que percorrem a Avenida do Sorraia. As tiras coloridas e com padrões diversos, de tecido, multiplicam-se dos vértices até ao centro do almofadão e terminam para dar lugar à imagem de uma campina do Sorraia, pintada à mão sobre tecido, em acrílico.

 

CHARNECA EM MIM

MARIA DO CASTELO MORAIS

A charneca desce a encosta e abraça o edifício, junto ao passeio ribeirinho, de forma a casar dois elementos simbólicos: o sobreiro e o rio Sorraia. Peças com estrutura em ferro, fixadas diretamente na fachada de edifício ribeirinho (instalações da Universidade Aberta, Avenida do Sorraia), e revestimento em cortiça amadia e virgem. A fixação direta no edifício tem como objetivo justapor imagens observadas na realidade em planos diferentes.

 

 

MURAL DE PINTURA COLETIVA

PAULO FATELA

Partilhar é o mote deste projeto. Numa base previamente definida, considerando a localização do mural, duas premissas levaram ao desenvolvimento gráfico da peça: património natural com os peixes associados ao nosso rio Sorraia e património edificado presente na azulejaria do casario existente no centro histórico da Vila de Coruche. A opção cromática não surge de forma espontânea, as cores eleitas são o verde (esperança), o amarelo (anárquico/marginal) em contraponto com o branco (paz) e o negro, por mais que não queiramos está sempre, sempre, presente… Não obstante tratar-se de uma obra de caráter efémero, está subjacente ao projeto o registo pictórico de várias mãos. Grupos heterogéneos que de forma coordenada irão durante o evento Bienal de Coruche – Percursos com Arte dar corpo e cor ao projeto.

 

O MONTADO RE-MONTADO

MANUEL CASA BRANCA

O muro, no mundo urbano, bem como a vedação, no mundo rural, condicionam o percurso ao delimitarem espaços e territórios. Na paisagem, cada vez mais, a vedação de trama apertada está a impedir a passagem da fauna autóctone, sendo um verdadeiro atentado ecológico, a juntar a outros mais. Quando deambulo pelo Montado, sem constrangimentos de barreiras, posso fazer percursos orgânicos, deambular por entre as árvores que me contam histórias através dos seus troncos retorcidos. Sou participante e pertença dessas histórias. Pelo contrário, no Montado confinado à estrada assisto ao que se passa “do outro lado”, como se de um palco se tratasse. Com as vedações limito-me a um percurso ortogonal que evoca uma organização invasiva urbana. Sou simples espectador, separado à força da narrativa. Para este projeto escolhi desenhos do diário gráfico/caderno de campo e outros elementos gráficos, nomeadamente signos elaborados a partir de troncos de sobreiros e azinheiras e com os quais criei um alfabeto e um conjunto de ideogramas, estes últimos obtidos com a técnica da caligrafia chinesa que aprendi há alguns anos. Com recurso à tecnologia digital tive como objetivo ampliar estes desenhos íntimos e misturá-los com linhas e planos de cor quadrangulares e retangulares. Obtenho assim um conjunto de novas composições que reorganizam o desenho orgânico (árvores e megálitos) contaminado por estes elementos ortogonais (linhas e planos). Estas montagens simples serão, ainda e sempre, uma evocação do Montado: um remontado.

 

IBIS

ROMÃO SANTOS

Ser livre é apenas o princípio do fim, libertar os sentidos é viajar infinitamente…

 

 

 

 

EXPOSIÇÕES COLETIVAS

ESPAÇO EXPOSITIVO I

Artistas convidados:

ANA MARIA FLAUSINO, MANUEL CASA BRANCA e MARGARIDA MARQUES

ESPAÇO EXPOSITIVO II

Artistas convidados:

ANA MARIA MARQUES e RUI DIAS

 

ESPAÇO EXPOSITIVO III

Artistas convidados:

ALBERTO SIMÕES DE ALMEIDA, ANA CASSIANO, MAGRIÇO LOBO, ROSÁRIO NARCISO e SÃO TRINDADE

 

ESPAÇO EXPOSITIVO IV

Artistas convidados:

ANA FREITAS, ANDRÉ BANHA, CARMO MOSER, ELISABETE FRANCO, FERNANDO CAÇADOR , HERALDO BENTO, HORTENSE GONÇALVES, JOSÉ GOMES, JOSÉ MARIA BENTO, MANUELA FONSECA, MARIA ANTÓNIA FERNANDES, MARIA ASSUNÇÃO MARTINS, MARIA DO CASTELO DURÃO, RUI AUGUSTO e VASCO PITSCHIELLER

 

ESPAÇO EXPOSITIVO V

Artistas convidados:

ANA MARIA FLAUSINO, CARLA SMITH, FERNANDO CARAPAU, HÉLDER ROQUE, MARGARIDA ESTEVES, MARTA PIMENTA MOREIRA, ROMÃO SANTOS e ROSÁRIO NARCISO

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