Programação Paralela

Peña Kalimotxo

CONCERTO  ITINERANTE

A Peña Kalimotxo (PK) estreia-se em concerto no Festival do Lavre em 2013. Na sua génese está a reunião de um conjunto de amigos, uns músicos e outros nem tanto que aderiram ao estilo balcânico das brass brand do leste europeu, inspirados pelos Fanfare Ciocarlia, que na altura faziam furor entre este grupo heterogéneo. Os animadores encontraram o seu espaço artístico na reprodução das mais loucas e populares coreografias que foram destacando no espaço da música dita comercial. Este cocktail fez da PK uma formação amplamente requisitada para eventos em todo o país. O trabalho de estúdio resultou no lançamento do único CD que a banda gravou, em finais de 2014, reunindo algumas das músicas mais marcantes.

 

ESTER MONTEIRO

PROJETO

“Um punhado de gente de Coruche”

“Um punhado de gente” nasce de um pensamento antropólogo para um estudo da interação entre os diferentes intervenientes de um determinado espaço ou região. Neste sentido, tem como principal foco de atenção as pessoas que habitam e ocupam esses espaços – essa “gente” que dá vida às cidades – tendo-as como objeto de estudo. Deste modo o projeto decorre com base nestas duas premissas: a “gente” que habita e o espaço habitado.Relativamente ao espaço é feita uma investigação do terreno (ex.: altitude, limites geográficos, condições climatéricas, etc.) de forma a estabelecer o ponto de partida para a conceção artística do suporte/base da instalação final. Atinente à “gente” que reside nessa mesma área é estabelecido um número referente à amostra populacional a ser retratada em barro. Estes retratos caricaturas são modelações feitas em pasta cerâmica. A escolha e a ordem dos retratos a serem feitos é estabelecida anteriormente ao momento de modelação tendo uma duração aproximada de 40 minutos. Deste modo a instalação artística é criada com base em fatores e influências reais no domínio do espaço de intervenção. Destacando o contacto direto com o espectador e a exportação do atelier para o espaço público.Este projeto é da autoria de Ester Monteiro, artista plástica residente no Porto (1993), e abre portas para uma nova forma de intervenção nos espaços urbanizados com a interação direta com o público, inserindo-o na obra.

CAMILO

PINTURA MURAL

“Corutos”

Uma pintura de carácter figurativo, com um tema íntimo e metafórico de diálogo entre animais. Coruche historicamente deriva de Coruto, o ponto mais alto.O que pretendi foi representar essa ideia com alguns elementos que fazem parte do contexto de Coruche: a cortiça, as cheias, o cavalo lusitano e a herança histórica.Dois corutos que se elevam das águas do rio. Um cavalo com dois passageiros ingénuos e apreensivos.Uma cegonha que tráz o ornamento de xisto para uma nova vida do defunto, numa dicotomia entre a vida e a morte.

Projeto realizado em Istambul|Turquia

INSTALAÇÕES DE ALUNOS DA ESCOLA SUPERIOR DE EDUCAÇÃO DE LISBOA

“Estruturas expandidas”

       

Na sequência de uma ligação entre a Escola Superior de Educação de Lisboa (ESELx) e a autarquia de Coruche que tem, desde 2014, proporcionado um contacto dos estudantes do curso de licenciatura em Artes Visuais e Tecnologias (AVT) com diferentes realidades ligadas à produção e transformação da cortiça, práticas artesanais e intervenção artística, foi abraçada a possibilidade de integrar a Bienal de Artes Plásticas de 2017 com a criação de instalações site specific de acordo com o desafio lançado pela organização. Assim, durante o ano letivo transato, foi proposta, na Unidade Curricular de Arte Têxtil (integrada no plano de estudos do curso de AVT), a realização de um projeto site specific, tendo como enquadramento o trajeto urbano da Bienal de Coruche – Percursos com Arte, atendendo a pressupostos de natureza paisagística, identitária e estética.
Neste sentido, Estruturas expandidas — têxtil e site specific constituiu-se como enquadramento temático para o desenvolvimento de abordagens experimentais no domínio têxtil, considerando quer as suas dimensões técnicas como conceptuais, numa intersecção entre saberes culturais, memória/identidade, plasticidade e criatividade.
Os três projetos apresentados surgem como formas de um diálogo possível com espaços de Coruche, atendendo às qualidades táteis e potencialidades espaciais das matérias têxteis (anteriormente exploradas sob a forma de ensaios experimentais), bem como a aspetos de natureza plástica/expressiva, estética e cultural, observados através do contacto com artesãos locais e das visitas de estudo – quer aos espaços destinados às intervenções públicas no contexto da Bienal, quer ao centro histórico da vila.
Os projetos Herida, Libero Ligno e Raízes  procuram assim associar modalidades de uma arte têxtil de contornos contemporâneos com referências suscitadas pelo conhecimento do património, das tradições culturais, bem como da memória dos espaços/estruturas que sinalizam a vila de Coruche.

Lisboa, 31 de julho de 2017
Teresa Pereira
Kátia Sá

 

HERIDA

Afonso Sousa; Catarina Piedade, Maria Inês Duarte, Rita Silva

A obra intitula-se de Herida, palavra (…) que significa ferida. As palavras que melhor definem o projeto são modelação, acumulação, densidade, ferida, cor e natureza, partindo de uma forte ligação com o campo pelas suas formas orgânicas e para a importância da tourada no contexto cultural de Coruche.

 

LIBERUM LIGNO

Ana Ferreira, Eva Policarpo

A escultura têxtil suspensa, que evoca a forma de um cravo, nasce na conjugação de dois termos: livre (Liberum) e árvore (Ligno). Estes, por sua vez assumem uma dimensão simultaneamente referencial e simbólica, já que surgem do contacto direto com espaço do jardim 25 de Abril aquando da visita de estudo à vila, realizada numa fase preparatória do projeto (a existência de árvores num espaço que convida à convivialidade) e o simbolismo do cravo no contexto da toponímia do local, que nas palavras das suas autoras foi “ponto de partida [formal] para o desenvolvimento formal do resto do projeto”. Desta forma surge a criação do projeto “que pretende definir uma obra de sentido naturalista relacionando-se de modo coeso com o espaço, (…) celebrando a amizade e a liberdade (…)”.

 

RAÍZES

Adriana Martins, Catarina Loureiro, Marta Batista

Tomando como ponto de partida as estruturas metálicas das pontes que dão acesso à vila de Coruche, respetiva gradação de cores – entre o amarelo e o vermelho passando por várias tonalidades de laranja – e a sua ligação com a paisagem rural dos campos cultivados, foram desenvolvidas várias aproximações tridimensionais através do entrançamento de matérias têxteis (fios, tecidos, etc.). Destas experiências iniciais resultou uma estrutura orgânica que pretende estabelecer um diálogo com formas naturais existentes no espaço da vila, mimetizando a ligação visual entre a geometria metálica das pontes e o espaço natural, ao mesmo tempo que evoca as “raízes” culturais e identitárias que firmam os vínculos entre as pessoas, os lugares e as heranças culturais.

 

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